Topo
21 de April de 2018
Aprenda a limpar o colchão corretamente e livre-se das alergias no inverno

Aprenda a limpar o colchão corretamente e livre-se das alergias no inverno

Quem nunca colocou o colchão no sol com o objetivo de acabar com os micro-organismos – ou pelo menos não viu mães e avós fazerem isso – que atire a primeira pedra. Motivo de controvérsia entre fabricantes e especialistas que discordam sobre a eficácia da prática, a medida pode sim ser uma boa saída, principalmente para quem convive com o fantasma da umidade e do mofo nos dormitórios.

Quem confirma é o professor de microbiologia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), Luiz Fernando Bianchini. “Se você mora em uma residência que tem muita umidade e coloca o colchão no sol, secando-o ao máximo, vai conseguir eliminar pelo menos os ácaros da superfície”, explica. Isso porque os micro-organismos não sobrevivem a temperaturas superiores aos 40°C, que é o que o colchão chega a atingir quando fica exposta por muitas horas sob o sol quente em dias secos.

O professor alerta, no entanto, que o colchão não deve ficar exposto ao sol em dias em que a umidade do ar está muito elevada, pois a combinação de temperatura e calor pode potencializar a proliferação dos microorganismos. “Agora, se o quarto for bem arejado, não há necessidade de se colocar o colchão no sol, até para que ele não seja danificado ou amarele em decorrência dos raios ultravioletas”, lembra Bianchini.

Higienização

A higienização periódica do colchão também contribui para que os fungos, ácaros, poeira e resíduos de pele possam ser removidos, garantindo noites de sono tranquilas e saudáveis.

Segundo especialistas, o ideal é que a higienização “pesada” do colchão seja realizada a cada seis meses. Há, inclusive, empresas especializadas na oferta do serviço, que costuma levar uma hora para ser realizado.

“A higienização é feita com água e produtos germicidas e bactericidas. Esta mistura é pulverizada sobre o colchão, espalhada com uma máquina própria e sugada com um equipamento extrator, que é uma espécie de aspirador de pó com maior potência de sucção”, explica Adriana Oliveira, proprietária Estofgard, que trabalha com limpeza e impermeabilização de tapetes, colchões e estofados.

Quando a superfície do colchão apresenta manchas (de suor, sangue, bebidas) ou está muito suja, primeiramente é realizado o procedimento de limpeza – com um shampoo específico para este fim – para, em seguida, ser feita a higienização.

“Após a limpeza ou higienização, indicamos que a pessoa deixe o colchão ventilando naturalmente por cinco horas antes do uso, tempo necessário para que ele seque completamente”, acrescenta Adriana. O valor cobrado pelo serviço varia de R$ 100 a R$ 250, em média, de acordo com o tamanho do colchão.

Receita caseira

Além do serviço profissional, algumas receitas caseiras podem ajudar na tarefa de higienizar o colchão, como lembra a personal organizer Helen Feijó. A mais simples delas usa bicarbonato de sódio puro, que é espalhado sobre o colchão com o objetivo de remover o mau cheiro e absorver a umidade do colchão. “Depois de polvilhar o bicarbonato, é preciso deixá-lo atuar por cerca de 30 minutos para, então, aspirá-lo”, explica a personal organizer.

Já para tirar manchas do colchão, a sugestão de Helen é fazer uma mistura com 500 ml de vinagre de álcool e 500 ml de álcool e borrifá-la sobre a mancha. Deixa-se a mistura agir por cerca de duas horas e, então, pressiona-se um pano seco sobre o local para secá-lo. “Depois disso, é preciso deixar o colchão ventilar sob luz indireta”, acrescenta.

Vale lembrar que é necessário ter cuidado com a receita e sua aplicação para não enfraquecer as fibras do tecido do colchão a ponto de rasgá-lo.

Manutenção

Além da limpeza “pesada”, a manutenção periódica do colchãotambém contribui para sua assepsia e o prolongamento de sua vida útil. Isso inclui desde a troca da roupa de cama até a aspiração do colchão, que devem ser realizadas uma vez por semana.

“Pelo menos uma vez por mês também é indicado deixar o colchão ‘respirar’, ou seja, tirar a roupa de cama [e erguê-lo do estrado, quando possível] para o arejamento da espuma”, acrescenta Adriana. “Muitas pessoas têm por hábito forrar o estrado com papelão, o que é um veneno para o colchão, pois ele acaba abafando mais a peça”, acrescenta Helen.

Outra dica é usar o protetor de colchão (no modelo tradicional ou impermeável com antiácaros, para os alérgicos) sob o lençol. A peça deve ser lavada semanalmente, se possível, e nunca em intervalos superiores a um mês, como lembra Helen.

Para os colchões das casas de praia, a dica da personal organizar é a de se deixar sachês de cravos da Índia em cima e embaixo da peça. Isso contribuiu para reduzir o odor provocado pela falta de arejamento do imóvel.

Fonte: Gazeta Do Povo

Tags


Compartilhe

Google+