Topo
23 de November de 2017
Digitalização de processos judiciais promove inserção  de deficientes auditivos no mercado de trabalho

Digitalização de processos judiciais promove inserção de deficientes auditivos no mercado de trabalho

Em 2016, um total de 4.036 processos judiciais foram digitalizados no Fórum Estadual da Comarca de Foz do Iguaçu. A atividade foi realizada por sete estagiários surdos, que atuam no Fórum desde maio. Os jovens, com idades entre 18 e 23 anos, estudantes do ensino médio, foram contratados no âmbito de um projeto formatado pelo Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJ-PR), em parceria com a Itaipu Binacional, a Fundação Parque Tecnológico Itaipu e a Associação de Pais e Amigos dos Surdos de Foz do Iguaçu (Apasfi).


A iniciativa proporciona a capacitação e a inserção dos jovens no mercado de trabalho. Ainda, promove celeridade, economicidade e agilidade na tramitação dos processos judiciais, além de segurança e facilidade no acesso às informações. Na parceria, o TJ realizou a contratação dos estagiários e disponibilizou espaço para as digitalizações; a Apasfi fez a seleção e o treinamento dos participantes; a Itaipu ofereceu aporte financeiro para as aquisições necessárias; e a Fundação PTI realizou as aquisições de equipamentos, a contratação do intérprete e faz o acompanhamento do projeto.


Uma média de 100 mil páginas são digitalizadas por mês, assim, já somam-se mais de 1 milhão de páginas. “Trata-se de uma iniciativa muito positiva, tanto para o Poder Judiciário, como para estes meninos. Em questão de números foi bastante produtivo. Tivemos muitos processos digitalizados. São processos volumosos, que geralmente possuem mais de 200 páginas. Os arquivos digitais agilizam as tramitações e reduzem o tráfego de papel no Fórum”, avalia o Diretor do Fórum Estadual da Comarca de Foz do Iguaçu, Juiz Marcos Frazon. “Percebemos que os meninos estão muito felizes, tanto pela oportunidade, como por receber sua própria renda. Essa experiência vai ser um diferencial para o futuro deles”, diz.


Os estagiários contam com o acompanhamento de um tradutor e intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras), que também orienta tecnicamente as atividades. Para a maioria deles, trata-se da primeira experiência profissional com geração de renda. “O projeto tem dois enfoques: o primeiro é o lado social, pela oportunidade profissional; e o segundo é o atendimento ao interesse público, pois os documentos digitais trazem economia e eficácia para toda a comunidade jurídica, além de proporcionar para a coletividade o fácil acesso à informação”, avalia a gerente da Assessoria Jurídica da Fundação PTI, Louise Fernanda de Oliveira Reis. A gerente explica que o projeto previu inicialmente a digitalização de processos das varas criminais. No entanto, as atividades foram desenvolvidas mais rápido do que o esperado, o que fez o projeto estender-se também para as varas da Fazenda Pública. “A intenção agora é expandir para as comarcas da região”.


A dedicação dos jovens é destacada por todos que acompanham o dia-a-dia do projeto. O jovem Itamar Burati, de 22 anos, lembrou que é preciso muita atenção ao exercer ao trabalho e acredita que este estágio vai abrir portas para conseguir outros trabalhos futuramente. Já Ana Paula Machado, de 21 anos, diz gostar muito da atividade e do aprendizado que vem ganhando com os colegas e com a equipe do Fórum.


Fonte: Fundação Parque Tecnológico Itaipu

Tags


Compartilhe

Google+