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23 de November de 2017
Entidade tenta tornar cultura gaúcha patrimônio da humanidade

Entidade tenta tornar cultura gaúcha patrimônio da humanidade

A cultura gaúcha é conhecida pela dança, comida e costumes, conjunto que é motivo de orgulho para quem mora no Rio Grande do Sul. E essa tradição pode ganhar reconhecimento internacional. O Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) deu início a um processo de candidatura pra virar patrimônio histórico cultural pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).


A lida no campo atravessou gerações. Mesmo em pagos mais modernos, o gaúcho não abandona seu cavalo e as peleias que pode travar numa pista de rodeio. E quando se tem uma gaita por perto, aí o coração muda de compasso. As milongas, os xotes, as vaneiras, mantêm vivos os centros de tradições gaúchas (CTGs), repletos de saias longas, lenços, chapéus, botas e esporas.


Pela primeira vez, essa cultura vai virar um dossiê. A candidatura para transformar a cultura gaúcha em patrimônio histórico pela Unesco exige uma avaliação profunda para comprovar que esses costumes integram uma herança cultural.


O trabalho do MTG conta com a orientação do Ministério da Cultura. “A própria extensão, a forca, o espraiamento dos CTGs pelo Brasil demonstra que temos um produto com uma grande força, já que temos mais de 1.700 unidades funcionando atualmente, fazendo esse mesmo trabalho, replicando a cultura em todo o território nacional, e isso são poucas entidades que fazem um trabalho com a mesma característica e até pela nossa percepção até fora do Brasil. Não temos um exemplo com tanta força quanto nós temos nos CTGs”, explica o secretário da Articulação e Desenvolvimento Ministério da Cultura, Adão dos Santos.


“Nós vamos trabalhar firme para que isso aconteça juntamente com os órgãos governamentais, dando suporte, apoio, esclarecimento, pesquisa, para, quem sabe, daqui um ano e meio estarmos aqui em um novo momento, recebendo esse reconhecimento e esse selo”, diz o presidente do MTG, Nairo Callegaro.


Após a avaliação e aprovação do dossiê pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a candidatura passa para a próxima fase, de apresentação à Unesco. Se aprovado, os CTGs recebem o selo de patrimônio cultural imaterial.


“Significa um reconhecimento em nível internacional, da importância do trabalho desenvolvido a partir do Rio Grande do Sul, da sua cultura como referência para outros países que têm necessidade de preservar sua cultura, vão utilizar a experiência do Brasil para ser estudada, copiada e praticada”, reforça o secretário.


Em um CTG na Zona Leste de Porto Alegre, a candidatura ao selo da Unesco foi comemorada ao melhor estilo gaúcho. “É uma cultura sadia, que vem de raiz. O jovem aprende a se doar para uma sociedade, para o seu semelhante”, orgulha-se o patrão João Guterrez.


Fonte: G1

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