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17 de October de 2017
Instituições se unem para tirar do papel as principais demandas do Oeste do Paraná

Instituições se unem para tirar do papel as principais demandas do Oeste do Paraná

As quatro principais bandeiras defendidas pelo Programa Oeste em Desenvolvimento (POD) como essenciais para o crescimento sustentável da região foram ratificadas por cerca de 300 representantes de instituições públicas e privadas, durante o Fórum de Desenvolvimento Econômico do Território, nesta quarta-feira (11), no Centro Popular Cultural Arandurá, em Medianeira (PR).

O evento promoveu o debate e a deliberação das diretrizes estratégicas do POD – constituído por instituições presentes no território e com interesse no seu desenvolvimento. A Itaipu Binacional é uma delas. O assistente da Diretoria de Coordenação da empresa, Nereu Procopiak, representou a entidade no encontro.

A ampliação da malha ferroviária na região, a construção do aeroporto regional, a conquista do status de estado livre de aftosa e sem vacinação e a melhoria da qualidade da energia que chega à zona rural são as reivindicações que uniram os participantes do fórum.

Além de vereadores, prefeitos e presidentes das cooperativas dos 54 municípios da região, também compareceram o deputado federal Dilceu Sperafico; o deputado estadual José Carlos Schiavinato; o secretário estadual de Agricultura, Norberto Ortigara; o secretário estadual de Meio Ambiente, Antonio Benetti; e o gerente-regional do Sebrae, Orestes Hotz.

Próximo passo 

Com o aval dos participantes do fórum, o plano de ação com o passo a passo para a efetivação de cada uma das quatro demandas será encaminhado aos governos estadual e federal. “Tanto os presidentes das cooperativas, como os prefeitos e deputados entenderam que o Oeste do Paraná só continuará crescendo se esses gargalos forem eliminados”, disse o presidente do POD, Danilo Vendruscolo.

O resultado do encontro, segundo ele, demonstra que o POD, em pouco mais de três anos, se consolidou como uma das ferramentas de planejamento e construção do futuro do Oeste do Paraná. “E o fórum é um momento de prestação de contas, de mostrarmos que estamos unidos, defendendo a região.”

Infraestrutura e sanidade

O presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, reforçou a necessidade de inverter os modais utilizados no Oeste para escoar a produção. “Hoje, apenas 10% da safra chega ao Porto de Paranaguá de trem. O restante vai pela rodovia. Um transporte caro”, disse. De acordo com Grolli, atualmente, se os modais fossem invertidos, cerca de R$ 330 milhões seriam economizados por ano com transporte. Com isso, os produtos seriam mais competitivos”.

Em relação à sanidade animal, os prefeitos, vereadores e deputados se comprometeram a ativar os conselhos de sanidade nos municípios do Oeste. Esses conselhos farão um controle sanitário mais rigoroso do rebanho. Segundo o vice-presidente do POD, Elias Zydek, no exterior o que vende é sanidade. Alguns países compram a carne do Oeste, por exemplo, porque não tem aftosa. Já outros têm receio: não tem aftosa porque vacinam. “Precisamos estar livres de aftosa, mas sem vacinação. Esse status nos colocará em outro patamar”, defende Zydek.

Benetti reforçou a legitimidade das demandas levantadas pelo POD. “Queremos estar cada vez mais presentes. Contribuindo para que esses problemas sejam eliminados.”

As autoridades se comprometeram também a levar as demandas à Assembleia Legislativa.

Autorizado

Um dos momentos mais esperados do Fórum foi a entrega ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP) do estudo elaborado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) sobre como utilizar os equipamentos disponíveis no mercado para tratar as carcaças. A preocupação existe porque a legislação brasileira proíbe a retirada de animais mortos das fazendas. A produção média de uma propriedade do Oeste é de mil animais a cada 120 dias. Deste total, 30 morrem.

Com o documento, o IAP passa a autorizar o uso de equipamentos como roto acelerador, triturador e incinerador, considerados fundamentais para agilizar o processo e desenvolver a cadeia da proteína animal. Até agora, todo o trabalho era feito manualmente.

“Nós não certificamos equipamentos, mas o processo de tratamento das carcaças. Esse estudo nos mostrou ser possível e correto o uso desses aparelhos, por isso, a partir de agora, estão autorizados”, afirmou a bióloga Maria Glória Genari Pozzobon, chefe-regional do IAP em Toledo.

Novas adesões

Durante o evento foi assinado o protocolo de intenções para a construção do Plano Integrado de Assistência Técnica e Sanidade Agropecuária do Oeste do Paraná (ATER & OESTE), cujo objetivo é melhorar a assistência técnica na região. Ocorreu também a adesão da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Oeste do Paraná (Fetaep) ao Programa, bem com o lançamento do Prêmio Inova-Oeste, que busca incentivar a inovação no território.

POD

Lançado em 2014, o Programa Oeste em Desenvolvimento é uma iniciativa que reúne mais de 60 instituições públicas e privadas. Além da Itaipu Binacional, também o integram o Parque Tecnológico de Itaipu (PTI), o Sebrae/PR, o Sistema Cooperativo, a Caciopar, a Amop, a Emater e a Fiep, além de cooperativas e instituições de ensino superior.

O programa tem como objetivo promover o desenvolvimento econômico sustentável dos 54 municípios do Oeste do Paraná por meio de ações integradas e com foco nas potencialidades regionais.

Toda a ação tem como base as sete cadeias produtivas do território, também chamadas de exportadoras, pois recebem recursos e investimentos de outras regiões brasileiras e até do exterior. São elas: frango, leite, suíno, pescado, grãos, industria metalmecânica e turismo.

Mais informações pelo site do programa: www.oesteemdesenvolvimento.com.br.

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Fonte: Imprensa Itaipu

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