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14 de August de 2018
Por falta de ‘prova de vida’, mais de 200 mil paranaenses podem ter benefício do INSS suspenso

Por falta de ‘prova de vida’, mais de 200 mil paranaenses podem ter benefício do INSS suspenso

Mais de 200 mil paranaenses, que não fizeram o recadastramento anual no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), conhecido como “prova de vida”, podem ter o benefício do suspenso a partir desta quarta-feira (28).

A comprovação deve ser feita com o documento de identidade no banco onde a pessoa recebe a aposentadoria, e não nas agências do INSS.

O beneficiário que não puder ir até o banco, pode pedir que um representante legal, com procuração, faça a prova de vida.

Só em Curitiba, 33 mil pessoas precisam fazer essa comprovação. É o caso, da aposentada Helena Antônio, que já teve a aposentadoria suspensa duas vezes por não ter comprovado que estava viva. Desde então, ela nunca mais perdeu o prazo.

O recadastramento

O procedimento deve ser feito uma vez por ano, de preferência no mês de aniversário do aposentado ou pensionista. De acordo com gerente executivo do INSS, Aldebrando Lins de Albuquerque, a exigência é necessária para evitar que outra pessoa receba o benefício no lugar do aposentado.

“Às vezes acontece de a pessoa falecer e o benefício continuar sendo pago. Porque o INSS deposita no banco o valor do benefício. E às vezes a pessoa falece e alguém fica recebendo aquele valor”, explica.

O procedimento do ano passado deveria ter sido feito até o dia 31 de dezembro, mas como muita gente perdeu o prazo, ele foi estendido até o dia 28 de fevereiro deste ano. Quem perder o prazo de novo terá a aposentadoria suspensa.

Segundo Albuquerque, o pagamento será normalizado assim que o aposentado comprovar que está vivo. E vai receber o benefício de forma retroativa.

“Todo o valor que ela [a pessoa que recebe o benefício] deixou de receber, quando ela fizer a comprovação de vida, todo o valor é pago a ela”, esclarece.

Fonte: G1 Paraná

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