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22 de April de 2018
Volta às aulas exige readaptação para as crianças

Volta às aulas exige readaptação para as crianças

Médico pediatra orienta sobre questões relacionadas ao sono, alimentação, vacinação, peso da mochila, drogas e outros pontos relevantes para o início do ano letivo.


A volta às aulas é sempre uma fase de readaptação na vida das crianças e da família também. Por isso, algumas dicas podem ajudar a tornar este período de transição e engajamento na nova rotina, mais tranquilos. O pediatra do Hospital Universitário de Jundiaí (HU), Prof. Dr. Saulo Duarte Passos dá algumas recomendações.


Vacina


Inicialmente o médico ressalta que é preciso estar com a carteirinha de vacinação das crianças em dia. Inclusive a vacina da febre amarela. “Hoje temos falado muito das arboviroses, que são doenças transmitidas por insetos, como por exemplo dengue, zika vírus, febre amarela e chikungunya, e as crianças precisam estar protegidas. A começar pelo ambiente de casa, que não deve ser propício a criadouro de mosquitos”, destaca. A lição deve ser a mesma para as escolas e os pais devem cobrar isso. “Na hora de passar repelente, não se deve passar nas mãos das crianças, pois elas podem absorver indevidamente colocando as mãos na boca”, destaca.


Sono


Como já deu pra perceber, o preparo para o retorno às aulas começa bem antes do dia em que as crianças vão para a escola. Com o sono não é diferente. “É importante que os pais façam uma transição na vida da criança. É preciso avisar qual dia irá retornar ou começar a ir para a escola e, se possível, marcar numa folhinha/calendário para que a criança possa ir acompanhando. Neste período os pais já vão colocando a criança para dormir um pouco mais cedo e as acordando pouco antes, mesmo que ainda esteja em férias. Assim o organismo já vai se acostumando. Para os adolescentes vale a mesma regra, mas aí deve ser na base de um bom diálogo”, orienta.


Alimentação


Já a alimentação é outro ponto primordial. Em casa é preciso preparar previamente a lancheira para levar na escola e garantir a qualidade dos alimentos mesmo depois de algumas horas fora da geladeira. “No verão é preciso ter mais cuidado com os alimentos por conta da deterioração que é mais rápida. Além disso, é preciso ter cuidado com a higiene dos alimentos, lavando com água corrente e sabão e tendo o cuidado de lavar bem as mãos antes de manuseá-los. Se puder levar para a escola em uma bolsinha térmica, melhor ainda”, sugere o médico.


O cardápio da lancheira deve ter a mesma premissa das refeições principais. “Procurar uma dieta variada e colorida, incluir frutas e até mesmo legumes, que não são muito habituais aqui no Brasil. Mas as cenourinhas e alimentos similares, são ótimas opções. E o que não deve estar nas lancheiras são as guloseimas e doces, que são calorias vazias que só vão engordar as crianças sem trazer nenhum benefício”, recomenda.


Mochila


Com relação à mochila, Dr. Passos diz que o ideal são aquelas com rodinhas, mas caso a preferência sejam as de apoiar nas costas, é preciso que estejam bem ajustadas e respeitem o limite de 5% do peso da criança no ensino infantil e no máximo 10% do peso da criança após esta fase. “Também é importante que se coloque na mochila apenas os itens que serão usados no dia, evitando peso desnecessário”, comenta.


Piolho


Outro probleminha comum do início das aulas são os piolhos. Neste caso, sempre que possível, as meninas devem usar cabelos presos para evita-los. Mas caso os pais percebam que os bichinhos já estão na cabeça da criança, o médico orienta a procurar um serviço de saúde. “Os profissionais saberão orientar os melhores medicamentos, que podem ser via oral ou de uso tópico. Em casa, será necessário remover as lêndeas com uma solução de água e vinagre morno, com pente fino, fio a fio. Essa remoção é mecânica, não tem jeito”, diz.


Bebês


No caso dos bebês que vão para creches, Dr. Passos ressalta que a melhor forma de garantir a saúde dos pequenos é mantendo a alimentação com leite materno. Além disso, ficar de olho para manter a vacinação em dia.


Drogas


Já para os jovens, além de alguns cuidados já citados, o médico ressalta que os pais precisam estar bem atentos à questão de drogas. “É preciso acompanhar e discutir o assunto abertamente com os jovens, inclusive questionar sobre o uso de drogas sem medo. É melhor que os pais possam tratar o problema de frente. Muitas vezes os pais acham que a questão é um ‘rabinho de rato’ e quando vão ver, é um dragão”, diz. “Se o jovem admite o uso de drogas ou os pais suspeitam, minha orientação é para que os pais procurem informações na rede pública, procurem esclarecimento e, se for o caso, assistência para o filho. Por trás do uso da droga há sempre algum motivo e é preciso ir atrás disso. A palavra de ordem é o diálogo”, recomenda Dr. Passos.


Fonte: ASSESSORIA DE IMPRENSA HOSPITAL UNIVERSITÁRIO

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